
Comunicação visual expográfica
Cícero Dias
Um percurso poético 1907–2003A poetic journey
Um percurso em
seis cores
A retrospectiva de Cícero Dias no CCBB pedia um sistema expográfico capaz de acompanhar o pintor do Recife onírico à abstração parisiense. A comunicação visual organiza esse percurso: cada fase da obra ganha cor, painel e voz própria.
O convite resume o partido: a pintura ocupa metade da peça; a outra metade é campo de cor com o nome do artista em tafetá.

Letras que guardam pedaços de pintura
O logotipo é construído letra a letra: sobre a Lucida Sans, cada caractere recebe fragmentos das cores da paleta — verde, coral, azul, rosa — como recortes de tela. No vão central, a marca atravessa nove portas; na abertura, assenta sobre o verde com o texto curatorial.


Uma só família: Lucida Sans
Humanista e legível a distância, a Lucida Sans responde por tudo — títulos, textos de parede e legendas. O gesto tipográfico da identidade é o respiro: tracking aberto que transforma o subtítulo em compasso.

Seis cores com nome de poesia
Cada núcleo da exposição recebe uma cor batizada dentro do universo do pintor — da folha de chá do engenho ao baile de máscaras parisiense. A parede vira legenda emocional da obra.
Painéis que mudam de cor a cada capítulo
Elevações em escala humana: painéis de 1,7 m identificam cada núcleo em português e inglês, alternando as cores da paleta conforme o percurso — Brasil, Europa, Paris.



Da testeira à antecâmara
O visitante é recebido em camadas: a testeira anuncia com pintura e título; o vão central marca as datas; a antecâmara abre a exposição com a imagem principal em grande formato.
A antecâmara abre a exposição com a imagem principal em grande formato — a pintura das palmeiras recebe o visitante junto ao campo verde com o título.

A marca na escala da cidade
Para a temporada carioca (agosto a setembro de 2017), o banner de empena leva a pintura e o logotipo à fachada do CCBB — o convite mais visível da exposição, lido da rua.


Três cidades, um percurso
Em 2017 a exposição percorreu três CCBBs, e o sistema acompanhou: banner em Brasília, livreto de programação em São Paulo, cartazete e folder no Rio — a mesma gramática, adaptada a cada casa.




Um folder que é catálogo de bolso
No folder 42 × 60, um lado é cartaz; o outro condensa os textos curatoriais dos três núcleos — Brasil, Europa e Paris — em português e inglês, seção a seção, com as obras-chave reproduzidas na margem. A exposição inteira cabe dobrada no bolso do visitante.
Na programação de São Paulo, a mostra ocupa subsolo, térreo e três andares — com visita da curadora e audioguia.

A exposição vira livro
Na capa, a pintura sangra a página inteira e o título assenta em Lucida branca — o mesmo gesto do convite e da empena, agora em papel. O catálogo estende o percurso para depois da visita: obras, ensaios e documentos, sempre bilíngue.
O verde e o rosa da paleta abrem o volume; na folha de rosto, o logotipo multicolorido aparece em sua forma mais pura.
Um miolo que muda de cor como as paredes
As aberturas de seção repetem as cores dos núcleos — capoeira, folha chá, baile de máscaras — e as pranchas de obra respiram sobre o off-white, com legendas bilíngues em Lucida. Folheie:








Legendas que
contam história
Cada obra recebe legenda impressa de 18 × 30 cm: título, técnica e coleção, seguidos de um texto curatorial em português e inglês — a voz da curadoria acompanhando o visitante obra a obra, sempre em Lucida Sans.
Fechando o percurso, o painel reúne toda a ficha técnica na mesma tipografia.

Um sistema que muda de cor
como a obra muda de fase
poético até na parede
Banco do Brasil
7 fev — 3 abr 2017
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