Memórias do Pantanal Rupestre
Muhpan · Museu de História do Pantanal
A pedra como primeira página
A exposição Memórias do Pantanal Rupestre apresentou as pesquisas do prof. dr. José Luís S. Peixoto sobre as gravuras rupestres da região, ao lado de obras do artista plástico Santiago Plata — arqueologia e arte contemporânea no mesmo percurso.
O projeto gráfico parte do próprio suporte: a rocha gravada vira fundo, e os grafismos milenares viram o alfabeto visual da comunicação.

Um alfabeto de traços e círculos
Os grafismos das gravuras — círculos radiados, anéis concêntricos, constelações de pontos, meandros — são redesenhados em traço contínuo e viram o sistema de desenho do projeto, aplicados sobre a rocha e sobre o verde-oliva.




A rocha vira fundo
A fotografia da superfície gravada abre a peça como uma faixa de matéria; abaixo, o verde-oliva vibrante empresta contraste contemporâneo ao repertório milenar. Clique para ampliar.

Quatro cores bastam: o oliva vivo do campo, o oliva profundo da rocha, o preto dos grafismos e o branco do título manuscrito — uma paleta mineral, de terra e cal.

Do casarão do porto para o mundo
O Muhpan ocupa um casarão histórico no Porto Geral de Corumbá, às margens do rio Paraguai. A identidade da exposição dialoga com esse contexto: memória gravada na pedra, guardada num edifício que é ele próprio memória.
Ações educativas, culturais e ambientais promovidas pelo museu estendem o alcance do projeto para além das salas.

Memórias gravadas
na pedra, desenhadas para hoje
Muhpan · Museu de História do Pantanal
Lab. de Arqueologia do Pantanal · Ecotrópica
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